Bebês especiais e a necessidade da estimulação precoce

19 de abr de 2018
Bebês especiais e a necessidade da estimulação precoce amcip Quando olhamos um bebe ao nascer, já projetamos neles aquilo que desejamos, e queremos que o façam de qualquer forma, seja reconhecimento da mãe e pai, sorriso, identificação da voz, estender os braçinhos, etc. Muitas vezes não imaginamos o quanto essas ações são difíceis, que  exigem maturidade e precisam da participação , interação com a família/meio, e estimulação. Falamos dos pais de crianças nascidas sem nenhuma intercorrência. Se dessas crianças, já é um desafio enfrentar o mundo, o que diremos daquelas que são prematuras de alto risco e com deficiência. Esse é o nosso foco de preocupação. Quando se fala em problemas no desenvolvimento global, estamos nos referindo à necessidade do investimento em todas as áreas de seu desenvolvimento. Considerando que a reabilitação é um processo que inicia com o estimulo ao cérebro, reforçamos que a aprendizagem ocorre através da experiência, esta chega ao cérebro por meio dos órgãos sensoriais. Os bebês  de alto risco e ou com deficiência , muitas vezes poderão necessitar de vias alternativas de alimentação, que não a via oral, devido à imaturidade do trato intestinal e renal e imaturidade dos reflexos de procura, sucção e deglutição. A intervenção fonoaudiologia é fundamental, a fim de preparar o bebê durante esse período de transição. Outro campo de reabilitação fonoaudiologia é relacionada à comunicação, com  a estimulação auditiva e da linguagem oral e interna.   Porque a fisioterapia? O objetivo dela é preservar, manter (forma preventiva), desenvolver ou restaurar (reabilitação) a integridade de órgãos, sistema ou função. Esta atua diretamente nos resultados motores. Por que psicologia? Até que um bebê comece a falar a única maneira que temos de nos comunicar com ele, de perceber o que se passa e o que sente, é através dos seus gestos e sons:  seu choro, o seu sorriso e os seus primeiros balbucios. Os pais da criança com deficiência recebem o diagnóstico de seus filhos, e aprendem a descobrir o que as crianças não conseguem fazer, o que elas não poderão aprender e o que elas não poderão ser. Apesar de todo o investimento e evolução tecnológica no aprimoramento de terapias voltadas para a melhora da qualidade de vida de deficientes, sem dúvida, é o amor que estes pais depositam nesta relação que mantém estas crianças verdadeiramente vivas. É fundamental que os pais reconheçam a importância do atendimento psicológico não só para a criança como a eles, em clima de confiança, tanto na continuidade de suas vidas, como enxerga a criança como ser em potencial e na construção de possibilidades. Por Marisa Amada Pires Sella