Calma. É um engasgo!

Susto, medo, pânico, aflição e Pavor! Essas são algumas palavras que definem uma mãe na hora de um engasgo. É difícil agir com rapidez em uma hora tão delicada, mas por esse motivo é bom saber o que fazer nessas horas. O engasgo é uma situação muito freqüente no bebê recém- nascido e até os primeiros anos de vida da criança, gerando uma das principais preocupações para os pais.
O médico pediatra da Maternidade Curitiba,Jeferson Puppi Wanderleyexplica porque isso ocorre e o que é preciso observar nessas horas “O engasgo decorre de uma má coordenação, momentânea ou não, do mecanismo de respiração / deglutição. O mais importante nessa situação é tentar manter a calma e observar se o bebê está corado ou cianótico (cor azul-arroxeada). Se estiver corado, podem manter a tranqüilidade, pois sua oxigenação está adequada”, comenta.
É comum nas primeiras horas de vida, logo após o nascimento, o bebê apresentar dificuldade na eliminação do líquido amniótico (fluido que envolve o embrião e protege de choques mecânicos e térmicos), apresentando náuseas, vômitos ou mesmo engasgos. Mas, na maior parte das vezes, o mecanismo de tosse se encarrega de resolver a situação e logo o bebê volta a respirar normalmente “Em algumas situações há necessidade da limpeza da cavidade oral (boca), com um pano de boca ou uma gaze. Em outros casos, é necessário recorrer à limpeza da cavidade através da aspiração de seu conteúdo, utilizando as peras de aspiração ou mesmo as sondas de aspiração, caso ainda se encontre no hospital”, explica o pediatra.
Nos primeiro dias de vida o bebê não arrota com freqüência, pois a distensão do estômago é menor devido ao pequeno volume de leite na amamentação. À medida que o volume de leite aumenta e o bebê se torna mais insaciável, sempre se deve tentar fazê-lo arrotar após as mamadas. Para isso, mantenha-o em pé ou mais elevado, dando leves tapinhas no meio das costas. Segundo o médico é importante seguir alguns conselhos após as mamadas “É recomendável manter o bebê mais elevado ou em pé, evitando a posição sentada para que não ocorra compressão abdominal e conseqüente opressão do estômago, aumentando os riscos de vômitos e engasgo. A recomendação é de manter o bebê em pé durante 10 a 15 minutos, colocando-o no berço com a cabeceira mais elevada (20 a 30 graus)”, comenta.
Após os três meses de idade, quando o bebê passa a levar os objetos à boca, deve-se evitar objetos e brinquedos de pequeno porte ou que contenham partes que se soltem e que possam ser engolidas “Nesses casos a criança pode sofrer asfixia. A medida imediata seria virar o bebê, segurando pelos pés, na tentativa de expulsar o objeto do engasgo”, explica o doutor.
Já após os seis meses, na fase de introdução de novos alimentos, deve-se ter a prudência de se iniciar com alimentos pastosos, permitindo ao bebê o desenvolvimento de habilidades na deglutição, digestão e processamento desses alimentos. “Entre 8 e 9 meses de idade inicia-se a introdução de alimentos em pequenos pedaços, incentivando o bebê a desenvolver a mastigação. As carnes em pedaços intermediários e os grãos mais duros representam maiores riscos”, indica o pediatra.
Também nessa fase o bebê já explora o ambiente engatinhando, então, deve-se manter toda atenção para pequenos objetos (brinquedos, balas, moedas, botões,etc) que poderão ser levados à boca. O médico alerta que, caso a criança tenha engasgado, tossido e voltado a respirar normalmente, os riscos são pequenos. Porém, se após o episódio de engasgo, permanece pálida ou cianótica (cor meio roxa), ou a respiração se torna curta e difícil “... a criança deverá ser encaminhada imediatamente ao hospital mais próximo”, comenta.
As crianças até os três anos de idade apresentam maiores riscos de engasgo e asfixia por objetos encontrados em domicílio (brinquedos, balas de consistência dura, moedas, pequenas tampas, baterias, presilhas de cabelo, etc), portanto, os pais não devem se descuidar. Outro cuidado que o pediatra recomenda aos pais é “evitar brincadeiras ou atitudes que desencadeiem risos ou gargalhadas durante as refeições, o que favorece riscos de engasgo”.
Os pais e cuidadores de crianças devem sempre ter noções de primeiros socorros, além de manterem sempre à mão os telefones de atendimento de urgência, pois os acidentes, ainda que devam ser evitados, sempre estarão sujeitos a acontecer.
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