Gravidez não combina com cigarro!

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Por Carolina Leal

Imagine que enquanto o bebê está se formando, substâncias tóxicas já atuam no seu desenvolvimento.

 Todo mundo sabe que o cigarro faz mal, mas durante o período da gestação, além de fazer mal à saúde da mãe, com certeza também faz mal à saúde do bebê. Mesmo na barriga da mãe, a criança já sofre com as consequências deste hábito.

O cigarro é uma ameaça ao bem-estar de ambos. Ele contém mais de 4.500 substâncias tóxicas que são levadas até o bebê através do sangue intoxicado da mãe, sendo que a placenta não consegue impedir a passagem dessas substâncias que impedem a absorção dos nutrientes necessários para o desenvolvimento do bebê. Como resultado, uma série de problemas é desencadeada tanto na mãe quanto na criança.

Só para se ter uma ideia, os batimentos cardíacos do feto podem ser acelerados por um único cigarro fumado.

Algumas das principais consequências causadas pelo uso do cigarro durante e após a gestação – sim, após a gestação, pois as substâncias nocivas são passadas pelo leite:

A criança pode desenvolver problemas cardíacos e respiratórios, desenvolver déficit de atenção, correr o risco da síndrome da morte súbita infantil, nascer com baixo peso, desenvolver distúrbios comportamentais, desenvolver hiperatividade, nascer com danos na inteligência,e a mais temida, é que ela nasça com tendência à dependência química do cigarro.

Já em relação às mães, o cigarro pode causar complicações durante o parto, aborto espontâneo, parto prematuro, descolamento da placenta,hemorragias, restrição do crescimento uterino, e ruptura prematura das membranas. Além de todos esses problemas, no futuro podem vir a aparecer outras doenças.

Não há tratamento indicado contra o fumo durante o período da gestação. Nem a goma de mascar é permitida, em razão da liberação desubstâncias nocivas. O uso de qualquer outro método deve ser prescrito por um médico, se na avaliação da paciente, os riscos forem amenos.

Pensando na saúde da criança, muitas mulheres deixam defumar durante a gestação e aproveitam esta atitude para não retornar ao vício definitivamente. Muitas também têm enjoo e criam uma aversão ao cheiro e a fumaça do cigarro.

 

 

 

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