Atenção com o Rotavírus!

Atenção com o Rotavírus!

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Seu filho está com forte diarréia, vômito, falta de apetite e febre alta? Se a resposta for sim, ele pode estar com o que chamamos de Rotavírus. O rotavírus é mais comum durante o inverno e os meses de primavera, muitas vezes durante a gripe. A infecção é uma coisa séria e precisa ser tratada antes que se torne uma desidratação, podendo ter complicações fatais.

O Rotavírus é uma das principais causas de infecções gastrointestinais em crianças. Sendo a maioria dos casos em crianças menores de 5 anos de idade. Segundo a Organização Mundial da Saúde “o rotavírus é a causa de um terço das mortes por diarréia em crianças menores de 5 anos. E também por cerca de 70% das internações  e de 20% a 30% dos óbitos por diarréia”.

A médica pediatra Patrícia Rozatti do Hospital Nossa Senhora de Fátima explica que existem sete grupos diferentes de Rotavírus, mas somente três deles infectam o homem. Essa variedade de sorotipos explica por que a pessoa pode ser infectada mais de uma vez.  “O sorotipo G1 e G4 são os mais encontrados em todo o mundo e para os quais vacinas estão sendo desenvolvidas”, comenta.

O Rotavírus é transmitido por via fecal-oral, pelo contato direto entre as pessoas, brinquedos, água, alimentos contaminados e qualquer tipo de objeto capaz de reter, absorver e transportar organismos contagiantes como parasitas e germes de uma pessoa a outra. As crianças geralmente desenvolvem sintomas de infecções por rotavírus cerca de 1 a 3 dias após ser exposto a alguém que está doente com uma infecção por rotavírus (o período de incubação) e sua duração é de 3 a 7 dias em média.

Devido à sua natureza altamente infecciosa, os surtos de rotavírus ocorrem em maior freqüência em creches e escolinhas. Por isso, deve-se tomar alguns cuidados, como: lavar as mãos antes e depois de utilizar o banheiro, trocar fraldas, amamentar, manipular alimentos, manusear objetos sujos, tocar em animais; administrar a vacina contra rotavirus (VORH) em crianças menores de 6 meses de idade;

evitar o desmame precoce, pois o aleitamento materno aumenta a resistência das crianças; lavar e desinfetar superfícies e utensílios utilizados na preparação de alimentos; ingerir somente água filtrada ou tratada através de fervura; evitar a circulação de animais de estimação e insetos dentro da cozinha e jamais ingerir água de riachos, rios ou poços contaminados, etc.

Por ser, em geral, uma doença auto limitada, com tendência a evoluir espontaneamente para a cura, o fundamental do tratamento é prevenir a desidratação. “Não se recomenda o uso de antibióticos. Não há terapêutica específica para combater o rotavírus”, explica a pediatra. A orientação atual é “manter a manutenção de dieta alimentar normal. Eventualmente pode ser necessário recorrer à hidratação parenteral (complementar ou substituir completamente a alimentação oral), se a oral não for suficiente para a reposição de fluidos”, complementa a médica.

A redução em 22% do número de crianças menores de cinco anos mortas no Brasil por rotavírus foi o prêmio por uma decisão pioneira do Governo de adotar em 2006 a imunização contra a doença por meio de uma vacina até então não recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Por esse motivo, a utilização da vacina continua permanecendo como a forma mais eficaz de prevenção contra a diarréia por rotavírus.

O esquema de vacinação recomendado é de duas doses, aos 2 e 4 meses de idade. O intervalo mínimo entre as duas doses é de 4 semanas.  A 1ª dose deve ser aplicada aos 2 meses de idade, mas com idade mínima de 1 mês e 15 dias de vida (6 semanas) e idade máxima de 3 meses e 7 dias de vida (14 semanas). A 2ª dose deve ser aplicada aos 4 meses de idade, mas com idade mínima de 3 meses e 7 dias de vida (14 semanas) e idade máxima de 5 meses e 15 dias de vida (24 semanas). A vacina oral contra rotavírus pode ser aplicada simultaneamente com outras vacinas, sem prejuízo das respostas das vacinas aplicadas. A vacina não deve ser dada, de maneira alguma, fora do prazo.

Se seu filho tiver algum desses sintomas leve-o o quanto antes para o Hospital mais perto de sua residência para ser diagnosticado e contate seu pediatra para maiores esclarecimentos.

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